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sexta-feira, 16 de março de 2012

EGÚNGÚN






                                   EEGÚN / EGÚNGÚN
                     Kí gbogbo eguns fún e l’áyò ire ó __Que todos os eguns tragam boa sote 



 
Egúngún é o que o povo chama de Ãrá-Orun-Kìnkìn. Em vida cada pessoa é dirigida por um espírito. Ao morrer, o espírito a acompanha até ao céu. Para evocar os espíritos dos mortos faz-se uma festa uma vez por ano, para chamar Àrá-orun e pedir-lhe para vir à Terra. A festa não tem dia certo.
 

O espírito não se vê, mas sente-se a presença. 
o egungun é vestido com uma roupa própria, chamada ago que o cobre da cabeça aos pés, que pode ser branca pintada de azul, de tiras coloridas,  dependendo do local.
Eegún usa máscara, que pode ser de madeira, a força espiritual deste Eegún pode fazer coisas incríveis, como flutuar, fazer chover, pegar fogo à distância, aumentar de tamanho, curar epidemias, etc.
Cada família tem o seu Eegún, com nomes diferentes. Representa uma pessoa da família que já morreu e volta no dia da festa. Cada cidade também tem os seus Eegún.
No dia de Eegún sair à rua, ninguém pode encostar nem na roupa dele, devido à sua grande força. Quando é necessário, como em casos de seca, epidemia, etc. ele sai pela cidade, para melhorar a situação.
Há um tipo de egungun que é folclore. Ele sai pelas ruas da cidade e as crianças correm atrás gritando, e ele bate nelas com uma varinha chamada atori. Nesse caso não há envolvimento de nada sobrenatural.





Nas festas de Eegún todo o povo se reúne. Quando ele chega, faz milagres, dá conselhos, prevê o futuro, e dança ao som dos atabaques. Os Eegún mais velhos e mais fortes sentam e apreciam.
Alguns costumam ir de casa em casa. Ao chegar, os moradores se ajoelham e oferecem-lhe presentes como carneiro, dinheiro, óleo, sal, cabra, mel, etc. Ele então usa todos os presentes para fazer um trabalho para aquela casa, e pede coisas boas para os moradores.
No mato existe um local apropriado para Eegún sair. Chama-se igbàle, e fica num local chamado igbo-oro. Uma pessoa chamada atokun toma conta do local.
 



A presença de Eegún deixa bem claro que a relação entre os mortos e os vivos existe e não vai acabar.
Em cada localidade existe um tipo de Eegún, com suas peculiaridades. Há vários em Oyo, sendo que um deles, o Elewe, dança ao som de atabaques especiais, chamados bàtá e gangan.
Em Ibadan há um tipo chamado Alápánsánpá e outro chamado Olóòlu, que só sai quando alguma coisa de ruim acontece na cidade, e quando sai não pode ser visto pelas mulheres.
Em Egbá tem Gelede, Elegbódo e Àwùrù, dentre outros.
Em Ekiti recebe o nome geral de Epa, com várias qualidades diferentes, como, por exemplo, Okotorojo, que usa máscara de madeira.
Em Ijeru chama-se Aje, ou Ako Egúngún.
Em Ado recebe o nome de Eegún Ado, e divide-se em Ede e Osasa..
Em Èkó (Lagos) há, por exemplo, Awori e Adimuòrìsa, com a qualidade Eyo.
Em Akoko, perto de Ondo, há uma qualidade de Eegún chamada Apajebúje (mata-feiticeiro-e-come), que sai sempre que acontece algo ruim na cidade. Ele percorre a cidade a pé. Sua roupa é feita de folhas secas de bananeira. Quando ele volta para o mato, após percorrer a cidade, o problema fica resolvido. Se for chuva ela para, se for epidemia, acaba em sete dias.


Em Ikare existe um Eegún que chamado Olomodun, que usa penas na cabeça. Usa um tipo de manto de tiras de pano colorido, enfeitadas com espelhos. Este Eegún só sai no final do ano, e geralmente trabalha para mulheres que não podem ter filhos. No ano seguinte as mulheres que ganharam filhos graças a ele levam as crianças para ele ver.
Mas o mais estranho é um Eegún da tribo dos Tapas, chamado Igúnnú, que chega à altura de 10 a 15 metros.
No Brasil os Egungún eram tradicionalmente cultuados somente na Ilha de Itaparica, na Bahia. Atualmente o culto vem sendo difundido em outros locais.

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