segunda-feira, 2 de maio de 2011

ORIKI/IJUBA/ISUR/ITON/ORIN




IJÚBÁ, ISURE, ITON, OFO, ORIKI E ORIN.

IJÚBÀ, é um pedido de bênção ou demonstração de respeito às Divindades,como também à alguma autoridade superior.

ISURE, são as orações sagradas, recitadas às Divindades, porem sendo junto com um pedido de benção à Olodunmare.

ITÓN, são historias antigas,ensinada e passada de geração à geração, de pai para filho,através da plavra oral."atualmente é que enc
ontramos uma literatura de Ifá"

ÒFÒ, são palavras de encantamento para tornar sagrado alguma coisa ou para invocar qualquer Divindade.

ORÌKÍ, são louvações em palavras dirigidas aos orisas, ou tudo aquilo que se diz a respeito dos Orisás como exaltação de seu poder ou de seus feitos.Como também é comum encontrar ORIKIS referente às familias e sociedades, mesmo referentes à pessoal individualmente.

ORIN, é tudo aquilo que é cantado, cantigas de Orisas.

ETUN- GALINHA D'ANGOLA




Etun___ galinha d'angola, galinha d'angola, que naquele tempo era inteiramente preta, e Obatalá lá soprou sobre ela pó de efun, pintalgando-a de branco, como hoje ela é. Osun, então, modelou, com manteiga de orí da Costa, um cone ao qual acrescentou diversos componentes mágicos, e fixo-o sobre a cabeça da ave, dando a ela o, status de ODOSU (aquele que possui OSU), que distingue os iniciados no Culto dos Orisás.


galinha d'angola, que naquele tempo era inteiramente preta, e Obatalá lá soprou sobre ela pó de efun, pintalgando-a de branco, como hoje ela é. Osun, então, modelou, com manteiga de orí da Costa, um cone ao qual acrescentou diversos componentes mágicos, e fixo-o sobre a cabeça da ave, dando a ela o, status de ODOSU (aquele que possui OSU), que distingue os iniciados no Culto dos Orisás.
OBATALÁ sentenciou: A partir desse dia, serás representado, em todos os rituais, por ETU, a galinha d'angola. Qualquer ritual em que ela não estiver presente, não será por nós validado. Esta ave é, a partir de agora o símbolo dos iniciados do qual foste o precursor e , por isso nascerá provida de OSU e da pintura de efun que é feita em minha honra! É por isso que, ainda hoje, a galinha d'angola deve estar presente em todas as cerimonias em honra aos Orisás, e uma parte dela compõe o OSU, que é colocado sobre a cabeça do neófito na hora de sua iniciação.

OWO / MOEDA

OWO "MOEDA"___ Representa riqueza na atualidade.



Busca a relação do descendente com o seu ancestral. Em quanto o búzio faz relação ancestral com seu descendente .

OWO EYO / BUZIOS

OWO EYO buzios, representa a riqueza



tendo sido inclusive, usado como moeda durante determinado tempo, e onde seu uso reporta aos primórdios a ação atual da soberania temporal . O objetivo de seu uso é manter relação de ancestralidade.

usado pelos sacerdotes de orisás como estrumento na adivinhação oraculo ifa na comunicaçõa com as divindades.

OBI






OBI___, além de ser usado nos rituais de sacrifícios e em varios rituais, é também empregado para a divinação.
Quando empregado para divinação, os seus quatro gomos devem ser atirados sobre o chão.

OBÍ KOSI IKÚ
Obí para que não tenhamos morte
OBÍ KOSI ÀRÙN
Obí para que não tenhamos doenças
OBÍ KOSI ÒFÒ
Obí para que não tenhamos perdas
OBI KOSI ÈJÉ
Obí para que não tenhamos derramamento de sangue
OBÍ KOSI FÌTÍBÒ
Obí para que não tenhamos desentendimentos
OBI KOSI ARÁ IKÚ BÀBÀWA
Obí para que a morte não nos veja

Obi ou Noz de Kola, tem propriedades indescritíveis, no que concerne ao sistema neuro-vegetativo, estimulando os neurónios, meninges, sendo ainda um poderoso energético para as debilidades físicas e mentais, e tónico do coração. Diminui as perdas orgânicas, tais como uréia, actuando sobre o sistema nervoso central com poderes superiores ao da Tiamina (vitamina B- 1)Poderosa combatente das anemias, afecções crônicas de forma debilitante e é restaurador energético nas dispepsias atónitas. Revitalizador do estado físico em geral, elimina o "stress", neurastenia, insónia e perda de memória.Este pequeno fruto de cor avermelhada escura, que mais se assemelha a um pequeno caroço de abacate, é usado também na forma de refresco, chá ou simplesmente mastigado e ingerido.Geralmente tem de dois a cinco gomos interligados



OBÍ NIBI IKÚ
Obí para evitar a morte
OBÍ NIBI ÀRÙN
Obí para evitar as doenças
OBÍ NIBI ÒFÒ
Obí para evitar as perdas
OBÍ NIBI ÈJÉ
Obí para evitar derramamentos de sangue
OBÍ NIBI ÌDÍNÀ
Obí para evitar obstáculos
OBI NIBI FÌTÍBÒ
Obí para evitar desentendimentos
OBÍ SE
O Obí vai agir
OBÍ REE O ÒRÚNMÌLÀ
Òrunmilá o Obí será cordial (será bom) para você
QUE COISAS BOAS SEJA ENCONTRADA NA TERRA


AFOXÉ BAMBA NO ARO

GRUPO DE AFOXÁ CARIOCA BAMBA NO ARÔ

AFOXÉ É de Origem Africana ,apresenta no seu contexto elementos ligados a religiosidade dos africanos cultura dos orisás"candomblé" BRASIL.
RIO BAMBA afoxé groups in ring

INGLÊS

AFOXÉ is of African Origin, presents information in context-bound religiosity of African culture oris "Candomblé" BRAZIL.










SOMOS GRUPO DE AMIGOS QUE TEM PRETENÇÃO DE FORMAR UM PONTO DE ENCONTRO PRA COMUNIDADE RELIGIOSA CANDOBLECISTA INDEPENDENTE DE NAÇAO, RAÇA OU OPÇÃO SEXUAL.
SOMOS TRADICIONAIS E CONSERVADORES A ALGUNS TEMAS. GOSTAMOS DE ESTAR JUNTO DE PESSOAS QUE MANTENHA O ASTRAL LÁ EM CIMA E COM DESENVOLTURA E ANIMAÇÃO CONSEGUEM FAZER O QUE É BOM FICAR AINDA MELHOR.

INGLÊS

WE ARE GROUP OF FRIENDS THAT HAVE Intent to form a point AGAINST RELIGIOUS COMMUNITY PRA CANDOBLECISTA INDEPENDENT nation, race or sexual orientation.
TRADITIONAL AND CONSERVATIVES ARE A FEW ISSUES. WE LIKE TO BE NEXT TO KEEP PEOPLE UP THERE AND MOOD WITH resourcefulness and ANIMATION CAN DO WHAT'S GOOD TO BE EVEN BETTER.













SOMOS ASSIM E TEMOS O SEGUINTE LEMA " NENHUM DE NÓS É MELHOR DO QUE TODOS NÓS JUNTOS"

sexta-feira, 29 de abril de 2011

SAMBA




O samba é um gênero musical, de onde deriva um tipo de dança, de raízes africanas surgido no Brasil e considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras.



Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano[4] e levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que trazidos da África e se instalaram na então capital do Império. O samba de roda baiano, que em 2005 se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco,[5][6] foi uma das bases para o samba carioca.


Apesar existir em várias partes do país - especialmente nos Estados da Bahia, do Maranhão, de Minas Gerais e de São Paulo - sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero musical é entendido como uma expressão musical urbana do Rio de Janeiro, onde esse formato de samba nasceu e se desenvolveu entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Foi no Rio de Janeiro, antiga capital do Brasil, que a dança praticada pelos escravos libertos entrou em contato e incorporou outros gêneros musicais tocados na cidade (como a polca, o maxixe, o lundu, o xote, entre outros), adquirindo um caráter totalmente singular. Desta forma, ainda que existissem diversas formas regionais de samba em outros partes do país, samba carioca urbano saiu da categoria local para ser alçado à condição de símbolo da identidade nacional brasileira durante a década de 1930.

inglês
Samba is a musical genre, from which derives a kind of dance with African roots that emerged in Brazil and considered a major Brazilian popular cultural events.

MARACATU




Maracatu é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira. É formada por uma percussão que acompanha um cortejo real. Como a maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas indígena, africana e europeia. Surgiu em meados do século XVIII.

inglês
Maracatu is a cultural manifestation of the folk music african Pernambuco-Brazil. It is formed by a percussion that accompanies a royal procession. Like most popular events in Brazil, is a mixture of cultures indigenous, African and European. Emerged in the mid eighteenth century.

CAPOEIRA



Raízes africanas
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas
No Brasil
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.


Três estilos da capoeira
A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.

CULTURA YORUBA




Nas tradições Yoruba, o universo é visto como um vaso com tampa, geralmente, uma cabaça ou uma tigela de madeira esférica.

A metade superior denota o céu, que é o mundo espiritual eo domínio do criador supremo Olodumaré. A metade inferior
representa o mundo físico. É o domínio da deusa da terra Ile e é habitada por seres humanos, divindades e outras criaturas.

 

Os seres humanos alcança o divino através de rituais e oferendas dedicadas a deuses e espíritos inferiores. Como o vaso com tampa, a bandeja da adivinhação "opon ifa" serve como um modelo do mundo Yoruba. Seu centro de recesso marca um cruzamento do céu e da terra, e sua borda talhada cheio de imagens refere-se a aspectos Yoruba, história, mito, e da vida cotidiana.
A primeira observação notável da Yorubaland é a riqueza ea variedade da cultura, o que é ainda mais visíveis pela estrutura urbanizada social do assentamento yorubá. O yorubá gostam de cerimônias de nomeação, casamento, títulos chefia, celebração da vida em morte etc, Estas ocasiões são usados para mostrar a riqueza da cultura. Músicos tradicionais estão sempre à mão para enfeitar as ocasiões com o ritmo pesado de tambor falante e percussão; cantores de louvor e griôs estão lá para adicionar sua visão histórica sobre o significado da cerimônia, e, claro, as variedades de cores do povo yoruba.











 
Acultura afro-brasileira eo conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pelos escravos negros na época do tráfico transatlântico de escravos.

 
90 milhões de pessoas na Argentina, República do Benin, Brasil, Cuba, França, Alemanha, Gana, Haiti, Jamaica, México, Nigéria, Serra Leoa, Togo, Trinidad, Tobago, Reino Unido, Eua, e Venezuela, Praticam essa Cultura


Oso, oogun ika ou oogun buburu referem-se a magia feitiçaria ou mau. Envolvem as tentativas de ferir uma pessoas ou destruir sua propriedade por meio do uso de rituais negativos.

Oogun, egbogi e isegun referem-se a magia. Quando mágica é usada para curar ou prevenir a doença, isto é chamado de medicina. Tentativa de proteger uma pessoa de feitiçaria, melhorar a sua situação financeira, trazendo boa sorte, etc, são referidos como mágica.

Dentro de Ifá, orisa, existem inúmeras cerimônias e rituais utilizados para proteção pessoal, melhorando a saúde do indivíduo.

SAMBADERODA




SAMBA DE RODA
É UMA EXPRESSÃO MUSICAL DA CULTURA AFRO BRASILEIRA COM CANTIGAS LIGADA AO CULTO AOS ORIXAS ,CABOCLOS E A CAPOEIRA
O SAMBA DE RODA TEVE INICIO POR VOLTA DE 1960

CANTIGA DE SAMBA DE RODA


inglês
SAMBA DE RODA
IS AN EXPRESSION OF MUSICAL CULTURE WITH AFRO BRAZILIAN SONGS ON THE cult to CABOCLOS AND POULTRY
SAMBA DE RODA began around 1960

Songs from SAMBA DE RODA


1___________________NA LADEIRA DO CABULA,
NÃO SE PODE MAIS PASSAR

NA LADEIRA DO CABULA,
NÃO SE PODE MAIS PASSAR

SEU ALEIXO TÁ CAÇANDO
HOMEM-MULHER PARA CAPAR

SEU ALEIXO DEIXA EU PASSAR
SEU ALEIXO DEIXA EU PASSAR
SEU ALEIXO DEIXA EU PASSAR..."

2____________________________
O guarda civil não quer a roupa no quarador
O guarda civil não quer a roupa no quarador
Meu Deus onde eu vou quarar???
Quarar minha roupa!!!
Meu Deus onde eu vou quarar???
Quarar minha roupa!!!

3________________________________
O moinho da Bahia queimou
Queimou deixa queimar
O moinho da Bahia queimou
Queimou deixa queimar .

4___________________________________

EU SUBI O MORRO EU DESCI A SERRA,
EU SUBI O MORRO EU DESCI A SERRA
AVISTEI A ONÇA QUASE QUE A ONÇA ME PEGA
AVISTEI A ONÇA QUASE QUE A ONÇA ME PEGA

JONGO



O Jongo é uma manifestação cultural associada a cultura africana no brasil, com grande influencia no samba, samba chamado dança de umbigada com grande influencia no samba de angola, o jongo foi trazido para o Brasil pelos negros bantu do reino de kongo, republica da angola.

inglês

The Jongo is a cultural event associated with culturta Africa in Brazil, with great influence on samba, samba dance called the umbilicus with great influence on the samba de Angola, jongo was brought to Brazil by Bantu negroes of the kingdom of Kongo, the republic of Angola .
1____________
CANTIGAS DE JONGO.
Minha mãe é uma Sereia
Mora no fundo do mar
Eu também sou filha dela, meu Deus do céu
Moro no mesmo lugar...


2______________Ah eu fui na mata
cortar a lenha
eu passei na cachuera
molhei a mão
Senhor da pedreira
benze essa fogueira
Além da fogueira
Ajudai todos os irmãos.

3____________________________


"vovó não qué
casca de coco no terreiro....

porque lhe faz lembrar......
faz lembrar dos tempos de cativeiro"

quinta-feira, 28 de abril de 2011

NO TO RACISM





A Organização das Nações Unidas é a mais significativa instituição internacional, com um compromisso central de promover os direitos humanos, incluindo o anti-racismo e a anti-discriminação.




The United Nations is the most significant international institution, with a core commitment to promote human rights, including anti-racism and anti-discrimination.



Las Naciones Unidas es la institución internacional más importante, con un compromiso fundamental para promover los derechos humanos, en particular contra el racismo y la discriminación.

African culture in school

OUR HISTORY AND LAW.




RACIAL EQUALITY IN EDUCATION

Interdisciplinary projects epac-2009



BLACK CONSCIOUSNESS PROJECT
Education has no color

Interdisciplinary project involving History, Geography, Arts and Physical Education (in accordance with federal law 10,639 of 2003, it became compulsory to teach black history and culture in schools. Its

Objectives: To enhance the black culture in school and society, to understand and appreciate the black child; rediscover the black culture; demystify prejudices concerning provondos religious customs of African culture.

Reason: To celebrate the November 20 Day of Black Consciousness, dedicating the month of November to discuss and reflect on racial differences.

CULTURA AFRO NAS ESCOLAS, PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA Educação não tem cor






PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA
Educação não tem cor

PROJETO INTERDISCIPLINAR, envolvendo História, Geografia, Artes e Educação Física (de acordo com a lei federal 10.639 de 2003, tornou-se obrigatório o ensino de História e Cultura negra nas escolas. Tem como

Objetivos: valorizar a cultura negra na escola e na sociedade; entender e valorizar a criança negra; redescobrir a cultura negra; desmitificar preconceitos relativo aos costumes religiosos provondos da cultura africana.

inglês


BLACK CONSCIOUSNESS PROJECT
Education has no color

Interdisciplinary project involving History, Geography, Arts and Physical Education (in accordance with federal law 10,639 of 2003, it became compulsory to teach black history and culture in schools. Its

Objectives: To enhance the black culture in school and society, to understand and appreciate the black child; rediscover the black culture; demystify prejudices concerning provondos religious customs of African culture.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

YORUBA



Língua Yoruba
Yorùbá é idioma sub-saariano (região africana ao sul do deserto do Saara). É a língua nativa do povo Yorùbá, e é falado entre outros idiomas em Nigéria, Benin, Togo e Serra Leoa, como também através de comunidades no Brasil e Cuba (onde é chamado Nagô Pertence ao Benue-Congo filial do Niger-Congo a família de idioma, e tem quase 30 milhões de locutores.


O Yorùbá é o segundo maior grupo étnico na Nigéria, incluindo 18 por cento da população total aproximadamente. Eles vivem em grande parte no sudoeste do país; também há comunidades de Yorùbá significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. O Yorùbá é o grupo étnico principal nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de Yorùbá vive na República do Benin, ainda podem ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba. A maioria das pessoas Yorùbá são cristãs, com Igrejas da Nigéria (Anglicana), Católica, Pentecostal, Metodista, e igrejas Indígenas de que são adeptos. O Islã inclui aproximadamente um quarto da população Yorùbá, com a tradicional religião Yorùbá respondendo pelo resto. Os Yorùbá têm uma história urbana que data de 500 D.C. As principais cidades Yorùbá são Lagos, Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Ondo, Ota, Shagamu, Iseyin, Osogbo, Ilesha, Oyo e Ilé-Ifè. Pesquisas: Segundo diversos pesquisadores o termo yoruba é recente. Segundo Biobaku, aplica-se a um grupo linguístico de vários milhões de indivíduos. Ele acrescenta que, "além da língua comum, os yorùbá estão unidos por uma mesma cultura e tradições de sua origem comum, na cidade de Ifé, mas não parece que tenham jamais constituído uma única entidade política, e também é duvidoso que, antes do XIX, eles se chamassem uns aos outros por um mesmo nome". A.E.Ellis mencionou-o, judiciosamente, no título do seu livro The Yorùbá speaking peaple (Os indivíduos que falam iorubá), dando a significação de língua a uma expressão que teve a tedência a ser posteriormente aplicada a um povo, a uma expressão ou a um território. Antes de se ter conhecimento do termo iorubá, os livros dos primeiros viajantes e os mapas antigos, entre 1656 e 1730, são unânimes em chamar Ulkumy ou Ulcuim, com algumas variantes. Depois de Snelgrave, em 1734, o termo Ulkumy desapareceu dos mapas e é substituído por Ayo ou Eyo (para designar Oyó). Francisco Pereira Mendes, em 1726, comandante do fort

sábado, 14 de novembro de 2009

ÀSE – Uma Força Poderosa


ÀSE – Uma Força Poderosa

A concepção do termo àse é fundamental e de extrema importância em toda a Religião Yorùbá. O conceito de àse, baseia-se na crença em que, tudo que existe no àiyé e no òrun, esta dotado da divina graça de Olódúmarè – O Ser Supremo.
A Tradição Oral, mantem que antes da criação do universo, Olódúmarè existia somente na forma de àse, uma energia geradora de força vital. Com o tempo, o àse assumiu a consciência daquilo que chamamos de Ser Supremo, de Universo e tudo o que Dele tem sido procriado. As vastas expansões do Universo nos primórdios da criação, resplandeceram com a energia desenfreada e doadora de vida que faz com que tudo seja possível – o àse e a existência começou a prosperar e a se propagar. Os Yorùbá, acreditam que quando o universo foi criado, a cada coisa lhe foi dado o poder do àse, a energia mítica da qual dependem as muitas essências de vitalidade e de existência. As divindades emanadas do próprio Olódúmarè, através e com o àse, assistem ao Ser Supremo na tarefa do universo, são os primeiros seres antropomórficos que resultaram do àse. As divindades são consideradas, como personificações de “qualidades divinas” de Olódúmarè. Este é o rol como mediadores entre a humanidade e o Ser Supremo.
O Ser Supremo, Longe de ser um Deus remoto, como repetidamente é descrito na literatura, Olódúmarè é eternamente presente e ativo, através do àse, em todos os elementos do universo. Síntese de tudo o que existe, receptáculo por excelência da força suprema e confluência de todas as forças existentes. Deste modo, o àse deve se entendido como a presença prolífica de Olódúmarè em tudo o que há no universo. Olódúmarè impulsiona a vida e a matéria. Como estas são “filhas” ou emanações de Olódúmarè, ambas são produtos e condutoras de àse, colocando uma “porção” do Ser-Supremo e da sua graça em cada elemento do universo. Então, através do àse, Olódúmarè é Onipresente, Oniciente e Onipotente, sempre atento as ações do universo, particularmente com aquelas dos seres humanos. O homem recebeu de herança uma parte deste àse - poder criador divino, o dom da mente, da palavra e da inteligência.
A palavra àse tem sido definido por muitos como: o poder-de-fazer-as-coisas-aconteceram, a força mítica do universo, o poder vital, a força de vida, a força divina vivificante ou mística, a força vital, mágico-sagrada, a energia, o poder místico e potencial de todas as divindades, deidades, entidades e de todos os seres animados do reino animal, vegetal e mineral. Esta presente em todas as coisas, concretas ou abstratas. Uma força mística, geradora ou potencializadora que abrangente e fortifica todo o sistema de crenças e funciona como principal ferramenta de adaptação, garantindo o desenvolvimento e a sobrevivência de toda uma religião.
Os antigos acreditam, que a crença no àse tem permitido aos escravos suportar o peso da escravidão, do colonialismo e dos muitos conflitos encontrados durante a imposição do cristianismo. Esta crença foi primordial para a continuidade da religião e que esta mative-se viva até os tempos atuais. A religião a pouco tempo , tem abraçado e incorporado muitos povos de diferentes culturas e nacionalidades. O àse tem-se demonstrado ser crítico na adaptação e sobrevivência da religião e também, um meio para a compreensão de uma visão de mundo dos povos estrangeiros, diferente da afro-descendentes.
Em realidade, nenhuma definição é capaz de prover um cômputo satisfatório de tudo o que o àse é e encerra. De natureza própria, o àse é inefável. Não obstante, Pierre Verger tem, dado uma das melhores descrições de àse Aplicando a teoria de Durkhrin ao conceito de àse, Verger registra:
...os iorubas nunca viram o ase, nem pretendem personificá-lo. Nem podem defini-lo por atributos e características determinadas. Ele envolve todo mistério, todo poder secreto, toda divindade. Nenhuma enumeração consegue exaurir esta idéia infinitamente complexa. Não é um poder definido ou definivél, é o próprio Poder no sentido absoluto, sem epíteto ou determinação de alguma espécie...é o princípio de tudo o que vive, age ou se move. A vida inteira é àse.
Na maior parte, todos estudiosos coincidem, basicamente, com os mesmos princípios: “O àse é tudo, e o mais, por própria natureza, o àse é existência. Sem àse, nada é possível. Não obstante, nenhuma definição lhe faz justiça, por sua essência o àse está além de definições e da completa compreensão humana.
A Religião Yorùbá, seja no tradicionalismo ou na diáspora é altamente dependente do àse, o dote mais sagrado e reverenciado da humanidade. O àse é tudo o que foi e o que será: O àse é eterno. O mais importante é que o àse é prontamente acessível e disponível, ideal para o progresso e o bem-estar do Homem.
Ainda que sua extensão seja incomensurável, o àse como personificação do poder, da energia e da autoridade não está igualmente distribuído. O grau de àse vária de acordo com o seu anfitrião. Esta noção encontra-se exemplificada num mito muito conhecido, e recitado na adivinhação que descreve a distribuição de àse e de conhecimento por todo o mundo. De acordo com o mito, quando a cabaça da sabedoria caiu das mãos de Ogbe-Odi, o àse e o conhecimento foram dispersos por cada canto da Terra. Cada um e cada coisa sobre os quais ele se inclinou, obteve algum grau de àse, dependendo de quanto foi impelido para áreas particulares do cosmos. Os advinhos enfatizam que nada deve ser subestimado, desde que o seu grau de àse não possa ser completamente determinado.
O àse é ao mesmo tempo universal e imortal, mas nunca estagnado ou imutável. É uma energia maleável que pode ser reinterpretada e revigorada, constantemente evoluindo e crescendo através do tempo. Os humanos são os principais beneficiários desta energia. Desde que estes prosperaram separadamente em seus meios ambientes, o àse tem sido aprendido, interpretado, entendido e aplicado em diferentes maneiras e em diferentes momentos. Os seres humanos podem se encarregar desta energia e usá-la para satisfazer suas necessidades, idealmente, para o avanço material e espiritual, individual e coletivo e para o desenvolvimento do iwá – o caráter moral que ordena respeito e reverência. Uma vez em harmonia com o àse, os seres humanos passam a viver sus vidas produtiva e completamente.
Ausente da filosofia Yorùbá está a popularizada (ainda que não necessariamente correta teologicamente) noção judaico-cristã de uma batalha entre o bem e o mal. Para os Yòrúba, a dualidade entre um Ser Supremo Onipotente e Sua antítese é inexistente. Olódúmarè e àse são as causas de tudo, seja positivo ou negativo. Olódúmarè é começo e o fim. Bem e/ou mal são resultados de ações humanas e não de uma batalha cosmológica entre duas entidades ou duas forças. O àse é neutro, nem bom nem mau, nem moral nem perverso, nem puro nem impuro. O àse é simplesmente um tipo de energia irrefreável que é geradora por natureza; um poder no bruto que quando acessado pelos seres humanos é direcionado, e seu propósito é definido de acordo com a situação particular e/ou com a necessidade individual. É a ação humana, e não a energia por si mesma, o que determina onde e como o àse será usado ou mal empregado.
O iwá é de extrema importância em seu relacionamento com o àse, desde que o comportamento apropriado na Terra influencia o acesso humano ao àse, tanto na vida presente quanto na ulterior. Olódúmarè monitora a conduta de um indivíduo, durante a vida deste, através das divindades que mantêm “registros” do comportamento humano. Outra das várias funções de Òrìsànla é ensinar moralidade e ordem à humanidade, servindo de exemplo a ser seguido pelo criador do seres humanos. Ele estabelece padrões muito altos de moralidade para seus seguidores e não se refreará ao punir os infratores. Desenvolver o iwá-pele - o bom caráter moral, requer não somente devoção e respeito por Olódúmarè, pelas divindades e os ancestrais, mas também pelos seres humanos e por todas as criações de Olódúmarè. É importante (e exigido) que o indivíduo seja um bom filho, um bom irmão, um bom pai, um bom cidadão. A pessoa que possui iwá-pele deve servir de exemplo para aqueles que a rodeiam ou aos seus companheiros. Estas características são componentes integrantes e indispensáveis para adquirir um bom caráter.
Contudo, à humanidade lhe foi dada liberdade de escolha. Os humanos são criaturas apaixonadas e às vezes são cegadas por suas próprias paixões. Aqueles que se desviam do caminho apropriado do iwá-pele, e empregam mal o àse para maldades ou propósitos pessoais, sofrem as conseqüências de suas ações durante as suas vidas e também após a morte. Assim, ainda que o àse possa carecer de “conotações morais”, tal como alguns estudiosos têm declarado, a importância colocada em desenvolver o iwá-pele adiciona dimensão moral ao uso ou desuso da energia de Olódúmarè. Finalmente, ainda, a responsabilidade repousa nas mãos do indivíduo.









ÀSE – Uma Força Poderosa – Parte II
O ÀSE NO SER HUMANO.
O àse de Olódúmarè reside no orí - a cabeça humana, mais precisamente no orí inú – o interior da cabeça, onde encontra-se a essência do ser; e Sua presença é conhecida por Elédá — O Senhor da Criação, um título de Olódúmarè que exalta a responsabilidade por toda a criação, cujo o qual Ele existe por Si mesmo. Juntos, funcionam como o Òrìsà pessoal do indivíduo, uma espécie de "anjo-da-guarda" ou atendente na vida do ser humano. O orí também é a morada do Odù – o signo regente da vida, o destino humano; o ìpònrí, a força vital ancestral; o Òrìsà, a divindade tutelar e os ewò, os tabús, proibições e deveres. O orí é o maior benfeitor da humanidade. Os Yòrúba acreditam que todos as ações dos homens na Terra são predestinadas por Olódúmarè e determinadas de três formas:
• 1ª A pessoa se ajoelha e escolhe o seu destino. Esta forma é denominada Àkùnlè yàn - "Aquele que se ajoelha e escolhe";
• 2ª A pessa se ajoelha e recebe o seu destino, que é determinada Àkùnlè gbà - "Aquele que se ajoelha e recebe";
• 3ª O destino lhe é fixado, lhe é determinado. Esta forma é denominada
À yàn mò - "Aquele que escolhe e determina o destino para alguém".
Assim são estabelecidas as três etapas para a escolha do destino, cuja sustentação está no fato da pessoa ter de se ajoelhar perante à Olódúmarè para a confirmação daquilo que lhe é destinado e Ele comunica sua benção ao orí do indivíduo não nascido, ainda em forma de à se. O que quer que lhe seja confiado é inalterável e se torna parte da pessoa para o resto da vida. Todo esse ritual é assistido por Òrúnmìlà , que se torna testemunha do que está sendo determinado, o Elérìí ìpín – aquele que é testemunha do destino. Por essa razão, as nuances deste destino podem ser devidamente acompanhadas, através de consulta ao Oráculo de Òrúnmìlà – Ifá, e com a possibilidade de reajustar o que está em dissonância com o que foi determinado, através de seus vários subterfúgios.
No nascimento, Olódúmarè, na qualidade de Elémí – Senhor do sopro da vida, exala àse na forma de emí — hálito, dá o poder da respiração e a vida começa. Esta presença dual do Criador nos seres humanos toma a forma de Eledá, a silenciosa, mas observadora testemunha da existência humana que, posteriormente, tudo retornará à Olódúmarè para julgamento das ações da pessoa na Terra.
O relacionamento entre orí e El edá , e o grau de àse que os seres humanos podem possuir, é realçado através da iniciação no culto aos Òrìsà. "Assentando" o Òrìsà na cabeça do noviço, o àse recebido originalmente no nascimento, é reforçado pela presença do Òrìsà na vida do indivíduo. O orí continua a funcionar como assentamento do destino e do Òrìsà pessoal do indivíduo, enquanto a divindade tutelar adquiriu funções em conjunção com o orí e o Eledá na iniciação, trazendo equilíbrio, harmonia e estabilidade à existência do indivíduo. O potencial humano é aumentado, permitindo ao devoto viver uma vida cheia e próspera.
Os Òrìsà têm a mais estreita proximidade e acesso ao àse de Olódúmarè. Inumeras divindades foram sua primeira prole, emanando d'Ele através do àse Cada Òrìsà possui seus próprios domínios nos afazeres do universo e a maioria também esta relacionada aos fenômenos naturais, tais como oceanos, o vento, o trovão e assim sucessivamente. O àse, como manifesto nas forças da natureza, é apaziguado, cultuado e reconhecido como o inseparável elo na delicada interconexão e interdependência que existe entre os seres humanos e seus ambientes naturais. Ademais, a maioria dos Òrìsà supervisa diferentes aspectos da vida e da existência humana, tais como o nascimento, doenças, morte, aptidões, habilidades e assim por diante. O mais importante, os Òrìsà, assim como os seres humanos, possuem tanto defeitos quanto virtudes. Suas personalidades variam do racional ao ilógico, diferindo dos humanos somente pelo status e poderes que Olódúmarè lhes concedeu. Este aspecto faz com que o relacionamento entre os devotos e os Òrìsà, seja não apenas pessoal, mas também prático. Não se espera que os humanos sejam perfeitos. Se os Òrìsà podem errar, também o podem os seres humanos. A perfeição para os Yoùbá é um domínio exclusivo de Olódúmarè – O Deus todo perfeito.
O relacionamento entre os iniciados e suas divindades tutelares é pessoal e individual. Os iniciados no culto se consideram omo Òrìsà — filhos das divindades. O orí e os Òrìsà assistem seus omo para que adquiram àse, intercedendo por sua causa com as forças do universo, assim como os pais interviriam a favor de um filho. Eles proporcionam àse com e para o equilíbrio das necessidades humanas.
Os Yorùbá e suas contrapartes no Novo Mundo consideram a vida e o viver desejáveis. O òrun tem seu grande valor, mas se lhes for dada a opção, a vida na Terra e entre seus descendentes diretos é preferida à vida no além, não importando quão gratificante possa ser o òrun. A qualidade de vida é também importante, e provavelmente ainda mais importante do que a quantidade daquela é sempre a possibilidade de reencarnar e de retornar à Terra. Nenhum Yorùbá quer viver uma existência desonrosa ou insatisfatória na Terra. Viver uma vida completa na Terra, rodeada pelos confortos e pelos troféus



ÀSE – Uma Força Poderosa – Parte III
O ÀSE DO ÒRÌSÀ
O àse do Òrìsà não aparece espontaneamente, só pode ser adquirido pela introjeção ou por contato, transmitido durante os ritos da iniciação. Como toda força o àse é transmissível; conduzido por meios materiais e simbólicos e acumulável. Assim sendo, poderiamos dizer que o àse é ao mesmo tempo abstrato e concreto, podendo ser transmitido a objetos, lugares ou a seres humanos. Todo objeto, ser ou lugar consagrado só o é através da aquisição de àse que devem acumula-lo, mante-lo e desenvolve-lo. O àse esta contido numa grande variedade de elementos representativos do reino animal, vegetal e mineral. Esta força transmitida ritualísticamente através de certos elementos materiais dos três reinos, mantém e renova neles os poderes de realização. A energia mística contida nestes elementos é materializada e sua energia animadora, dirigida a resolver as crises da vida. Esta é uma das mais importantes qualidades do àse, o fato de não apenas existir, mas também de poder ser usado, manipulado e proporcionado para fruição adicional.
Os Babalòrìsà, Ìyálòrìsà, Ìyálàse e outros inumeros “cargos” são consignados a cuidar do àse, e a assegurar que sua força seja reativada e revitalizada sempre que for necessário. Eles contam com um amplo corpo de conhecimento ritual e místico, confirmado primeiramente pela adivinhação e que outorga acesso à energia do àse para cura, desenvolvimento e outras finalidades restauradoras. O conhecimento, o entendimento, a sabedoria e o desenvolvimento iniciático estão em função da absorção e da elaboração de àse.
Como toda força o àse pode diminuir ou aumentar. Essas variações estão determinadas pela tividade e conduta rituais. Conduta esta estabelecida pela escrupulosa observação dos deveres e das obrigações regidas pela doutrina e prática litúrgica de cada detentos de àse, para consigo mesmo, para com o grupo de iniciados a que pertence e para com o Terreiro. O desenvolvimento do àse individual e o de cada grupo impulsiona o àse do local de culto. Quanto mais uma comunidade religiosa é antiga e ativa, quanto mais os sarcedotes e sacerdotisas encarregados das obrigações rituais apresentam um grau de iniciação elevado, tanto mais poderoso e forte será o àse do Terreiro.
Como mencionado anteriormente as representações materiais do àse contidos nos três reinos são veículos, através dos quais os iniciados servem como condutores desta energia entre òrun e o àiyé , entre o profano e o sagrado. Toda planta, todo animal, toda raiz, um tipo particular de rocha, uma pena, água do mar ou de um rio, todas as coisas na Terra são animadas pelo àse e por isto, podem ser usadas para acarretar um resultado em particular. As possibilidades são infinitas. A combinação apropriada destes elementos e seu àse individual são convocados recitando seus respectivos ibà – saudações; Oríkì – evocações; adúrà – orações, súplicas; ofò – palavras mágicas, encantamentos; orin – cantos, preparando e executando diversos ritos, os devotos atuam conscienciosamente para jaezar o àse e dirigi-lo, aplica-lo a diversas finalidade ou realizações, tanto para o bem como para o mal. Se canalizado com o devido respeito e apropriadamente, o àse põe o ser humano em contato com a mais pura e sagrada das energias de todo o universo, o próprio Olódúmarè.
A comunicação e o alinhamento apropriado entre o òrun e o àiyé através do àse , acentua a beneficência do aqui e agora e também assegura ao devoto seu lugar daí em diante. Mas se o àse pessoal do indivíduo está maculado pela conduta ou ações inapropriadas na Terra, a energia Divina é afetada adversamente e os resultados desejados são desmantelados. O sacerdote tradicional só pode entrar nos locais sagrados após um banho ritual de purificação, preparado com folhas frescas ou cozimento de certas cascas, raízes ou sementes, escolhidas em função do dia. Em seguida veste-se de modo especial, uma vez que não pode entrar nos locias sagrados vestidos com roupa comum. O sacerdote tradicional prepara-se para ter acesso ao àse alguns dias antes, tais como abstinência sexual além de evitar vários outros tabus dos quais possa comprometer sua conduta religiosa. Idealmente, o impuro ou inapropriado não podem estar em contato com a mais pura das energias do universo.
Todo iniciado, seja em que grau iniciático que se encontre, deve estar muito bem instruído na manipulação do àse material, ou seu próprio àse perde validade diante dos olhos de sua familia religiosa e de seus seguidores. Ter um considerado grau de àse dentro de todo um contexto religioso, é uma qualidade que todo iniciado deseja, mas nem todos alcançam tal “status”. O àse do Òrìsà não resulta somente da iniciação, mas também é desenvolvido e incrementado através de rituais, da conduta e da aquisição de conhecimento e experiência. Ter a bênção do conhecimento, do entendimento e da sabedoria ou melhor, usá-lo conscietemente é ter àse. O conhecimento é um dos muitos domínios do àse.
O conhecimento ritual é altamente valorizado, mas também é muito guardado e não facilmente compartilhado. Determinados conhecimentos são e serão um àse que nem todos nasceram para adquirir. Tal como é implícito ao mito de Ogbe’di, todos obtivemos algum nível de conhecimento, mas nem todos o adquiriram por completo. Alguns ensinamentos se caracterizam por serem “restritos” a um grupo menor de iniciados, por serem mais amplos dentro do ritual litúrgico. Desta maneira o conhecimento é colocado em partes, dividido e disperso entre uma única comunidade. Assim diz o òwe – parábola, provérbio – A sabedoria está repartida !. Até mesmo os mais expertos em rituais não são oniscientes. Muitas vezes podem ter necessidade de consultar outros sacerdotes, que podem ter mais conhecimento do que eles a respeito de um determinado Òrìsà ou de um ritual em particular. Ainda, em algum momento da vida, o conhecimento deve ser compartilhado, pois se não for passado aos descendentes, estará perdido, resultando na perda de uma ferramenta valiosa de acesso ao àse. A maioria dos Babalòrìsà e Ìyálòrìsà possui um ou mais aprendizes, de sua maior confiança, que preenchem os requisitos que muitos “mestres” estimam como necessários para a transmissão do seu conhecimento e de seu àse.

ÀSE – Uma Força Poderosa – Parte IV
O ÀSE NA PALAVRA PROFERIDA
No modelo de origem, muito valorizado pelo povo-de-santo, especialmente os de linhagem étnica Yorùbá, há um sentido ancestre e de eficácia social e religiosa fixado na palavra. A palavra tem energia própria e é valorizada por quem profere, entoa, fala, produz em som logicidade reconhecida.
O àse é especialmente poderoso na fala, conhecido como soro àse – que poderemos interpretar como “o poder da fala”, assim como nos sotélè – ato ou efeito de predizer, profetizar. O àse é materializado através das palavras, em toda a classificação oral: nos ibà - saudações; nos Oríkì – evocações; nos adúrà – orações, súplicas; nos ofò – palavras mágicas, encantamentos e nos orin – cantos e cantigas.
Na tradição africana, portanto, concebe a fala como um dom de Deus. Ela é ao mesmo tempo divina no sentido descendente e sagrada no sentido ascendente. Olódúmarè como se ensina, depositou no Elédá de cada ser humano, as três potencialidades: do poder, do querer e do saber, contidas nos elementos dos quais o àse do Elédá foi composto. Mas todas essas forças, das quais o homem é herdeiro, permanecem silenciadas, ficam em estado de repouso até o instante que a fala venha colocá-las em movimento. Vivificadas pela palavra divina, essas forças começam a vibrar. Numa primeira fase, tornam-se pensamento; numa segunda, som e numa terceira, a fala. A fala é portanto, considerada como a materialização ou a exteriorização, das vibrações das forças. Como no soro àse falar é “dar força” e, por extensão, “materializar” o àse.
O termo afose significa “Que a palavra possa tornar-se realidade”, entendendo-se desta forma, que as palavras, para que possam agir, precisam ser pronunciadas e que possa o àse ser materializado. Nas canções rituais e nas fórmulas encantatórias, a fala é, portanto, a materialização da cadência e se é considerada como tendo o poder de agir sobre as Divindades, é porque a sua harmonia cria movimentos, movimentos que geram forças que agem sobre as divindades que são, por sua vez, as potências da ação.
Principalmente nas orações e nos sacrifícios, o àse é invocado pela boca nutrida pelo àse da alimentação, pelo hálito preparado, pelo obì – Cola acuminata, orógbó – Garcinia kola, ataare – Afromomum melegueta, entre outros ingredientes, da a dimensão especial, qualificando a palavra e sua eficácia em dimensão litúgica dentro da religião.
A fala é uma força tão poderosa dentro do àse que a mesma cria uma ligação de vaivém entre os dois mundos òrun – àiyé, que gera movimento e ritmo, vida e ação, colaca em movimento forças latentes, que são ativadas e suscitadas por ela - “como um homem que se levanta e se volta ao ouvir seu nome”. Por esta razão os antigos não pronunciam determinados nomes conhecidos por Ajogun – os inimigos dos homens. O mau uso do afose proferido, pode ter efeitos deletérios para o àse e por ser poderoso nos èpe – pragas, maldições ou em qualquer ato de invocar o mal para outrem.
Nas tradições africanas, a palavra falada se empossa, além de um valor moral fundamental, de um caráter sagrado vinculado à sua origem divina e as forças ocultas nela depositadas. Agente mágico por excelência, grande vetor de forças etéreas, não deve ser ultizada sem prudência.
De um modo universal, a fala pode criar a paz, assim como pode distruíla, é como o fogo. Uma única palavra imprudente pode desencadear uma guerra, do mesmo modo que um graveto em chamas pode provocar um grande incêndio. A tradição, pois, confere a palavra, não só um poder ilimitado, mas também a dupla função de conservar e destruir. Por essa razão a fala, por excelência, é o grande ativo da magia africana.

inglês

ASE - A Powerful Force

The conception of the term àse is fundamental and very important throughout the Yoruban religion. The concept of àse, based on the belief that everything in Aiye and Orun, this having the divine grace of Olodumare - The Supreme Being.
The Oral Tradition holds that before the creation of the universe, Olodumare existed only in the form of àse, an energy-generating force. Over time, ASE has become aware of what we call the Supreme Being, the Universe and everything that has been begotten of Him. The vast expanses of the universe at the dawn of creation, glittered with unbridled energy and giver of life that makes everything possible - the existence àse and began to thrive and propagate. The Yoruban believe that when the universe was created, every thing was given the power of ASE, the mythical power of which depends on the many essences of vitality and life. The deities emanating from Olodumare own, through and with the àse, assist the Supreme Being on the task of the universe, are the first anthropomorphic beings that resulted from àse. The deities are regarded as embodiments of "divine qualities" of Olodumare. This is the role as mediators between humanity and the Supreme Being.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

TAMBOR



O Atabaque"ilu", tambo bata é de Origem Africana, utilizado nos cultos aos orixás, e religiões de origem afro, E na verdade o caminho e a ligação entre o homem e e seus orixás, os toques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual...








O Onílù, o tocador de tambor, quando é especialista no tipo Ìgbìn, são chamados de Alùgbìn, que é o caso no templo Ìdèta-Ilê de Òbàtálá, em Ilê-Ifé. O ìgbìn é o nome do tambor de Òbàtálá, e do seu ritmo de dança preferido.





Cada alma individual entrou neste mundo através de uma rítmica e tonal vibração. Sua alma tem um ritmo próprio. Existe um padrão pulsante de som que abre a porta para sua mente inconsciente e liberta do pensamento, análise, julgamento e out
ras limitações.

O tambor é a voz das divindades. Através deles expressar seus atributos, demonstram suas proezas e contam suas façanhas no mundo.


Os padrões e os tons do ritmo são códigos de desbloqueio de portas entre o visível e o invisível. Esses padrões são encantamentos - que os Iorubás chamam de ijinle – verdades profundas. Elas conjuram as qualidades vibracão de criação, os sons que trouxe coisas à existência; pessoas, plantas e divindades semelhantes.


No período pré-colonial, comércio, migrações, guerras e religião estimularam a interação entre sociedades sub-sahariana, incentivando-os a emprestar recursos musicais de um outro, incluindo povos expostos à cultura islâmica e árabe, que tinham integrado algumas técnicas e instrumentos árabes em suas músicas tradicionais. Alguns usos tornou-se concentrado em especial áreas de cultura, enquanto outros foram amplamente distribuídos. Assim, o cinturão de savanas da África Ocidental forma uma área de música distinta da costa de Guiné por causa de seus estilos instrumentais virtuosísticas e a presença de uma classe de cantores de louvor profissional ou griots, nessa área. Da mesma forma, a música da África Oriental distingue-se da África Central por uma série de instrumentos e da África do Sul, que tradicionalmente enfatiza certos tipos de organização coral e formas complexas de arcos musicais.

Os instrumentos musicais da África sub-sahariana incluem uma ampla variedade de sólidos ressonantes (desambiguação), tais como chocalhos, sinos, carimbando o xilofone, o mbira (piano de polegar) e tubos. Tambores pergaminho (Membranofones) são encontrados em muitas formas, tais como tambores de cálice; tímpano; tambores cilíndricos, semicylindrical e em forma de barril; e tambores ampulheta com cabeças de variável-tensão. Entre vento instrumentos (Aerofones) são flautas feitas de bambu, painço, reed ou as pontas dos chifres de animais e cabaças; ocarinas; Panpipes; chifres (feitos de presas de elefante ou chifres de animais) e trombetas (feitas de madeira, seções de cabaça, ou tubos de metal); Single-reed tubos feitos de talos de milho; e tubos de palheta dupla adotados da cultura árabe. Instrumentos de cordas (Cordofones) incluem arcos musicais, cítaras, curvou-se e depenados alaúdes, alaúdes-harpa arqueadas harpas e liras. Percussão corporal também é explorada, o mais comum sendo tamboesr e carimbar a pé.

Na seleção de qualquer instrumento para fazer música ou comunicação, consideração das suas capacidades melódicas e rítmicas, seu poder evocativo ou dramático ou suas referências simbólicas. O ajuste sistemas, escalas e ritmos associados a instrumentos tendem a ser mais complexas do que as das músicas. Padrões de ritmo em uma linha ou várias linhas simultâneas podem bloqueio, se sobrepõem ou formam estruturas polirrítmicas. Tais estruturas podem utilizar Cruz-ritmos ou alternam duplo e triplo ritmos em padrões lineares.

Bateria está entre os mais populares instrumentos africanos, mas outros importantes instrumentos de percussão incluem clap-varas, sinos, chocalhos, cortar Gongos, atingida cabaças e panelas de barro, carimbo, tubos e xilofones. Instrumentos de cordas africanos incluem o arco musical, alaúde, Lira, harpa e cítara. A flauta, apito, oboé e trompete estão entre os instrumentos de sopro

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

IROKO




Iroko (Chlorophora excelsa) - Árvore africana, também conhecido como Rôco, Irôco, é um Orixá, cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponderia ao Nkisi Tempo na Angola/Congo. No Brasil, Iroko é considerado um orixá e tratado como tal, principalmente nas casas tradicionais de nação ketu. É tido como orixá raro, ou seja, possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado. Para alguns, possui fortes ligações com os orixá chamados Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê, Oxumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Seja num caso ou noutro, o culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias. No Brasil, Iroko habita principalmente a gameleira branca, cujo nome científico é ficus religiosa. Na África, sua morada é a árvore iroko, nome científico chlorophora excelsa, que, por alguma razão, não existia no Brasil e, ao que parece, também não foi para cá transplantada. Para o povo yorubá, Iroko é uma de suas quatro árvores sagradas normalmente cultuadas em todas as regiões que ainda praticam a religião dos orixás.


Irokó é o orisá da abundância e prosperidade. Acredita-se que more na árvore irokó —teca da África Ocidental — mas devido à inexistência desta árvore em Cuba, foi associado com a Ceiba (Ceiba pentandra, L.). Muitos Olorisas plantam esta árvore em suas casas por ser considerada uma das árvores mais respeitadas, com grandes poderes esotéricos. Supõe-se que todos os orisás se reúnam em suas raízes, ainda que especialmente associada a Shangó, Aganjú, Oduduwá, Obatalá, e Egúngún. Quando Irokó é cultuado na base da Ceiba, a árvore é ornamentada com almofadas de diversas cores, com mariwó— folhas do dendezeiro, e outros objetos. Muitos alimentos cozidos, são oferecidos às divindades na base desta árvore.
Há somente um caso conhecido de ordenação para Irokó em Cuba. Modesta Morera, Alaraba. Foi ordenada para Irokó através de Yemojá (Yemojá oro Irokó) pelo falecido Cheo de Shangó, Shangó Larí, em Matanzas, na década de 1950. Desde então, não houve outra ordenação.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

IFA / ORUNMILA







Ifa serve para várias funções na vida de um ser humano, mas sua função principal é fornecer os seres humanos com acesso directo a Olodumare, que está no comando de seus destinos. Adivinhação Ifa pode dar dicas sobre o que o destino pode ser, o que a alma, guardião, ancestral, é qual divindade deve-se adorar, o que sacrifícios são necessários para melhorar seu destino, e que medicamentos são necessários

 Orisa da adivinhação, responsável pelo oráculo Ifá, sistema muitas vezes confundido com o próprio orisa. Ifá, como sistema profético, possivelmente seja o mais completo e acurado sistema divinatório empregado na África Ocidental. A origem do sistema, de acordo com alguns sacerdotes, não é inteiramente ioruba. Nota que Orúnmilá é a única divindade ioruba não representada por pedras. Este elemento adiciona ênfase à possível origem de Ifá nas áreas desérticas..
Os sacerdotes de Orúnmilá são conhecidos por Babalawos — pais do segredo (ou dos mistérios). Sacerdotes e devotos deste orisa usam em seus pulsos esquerdos um bracelete feito de contas verdes e amarelas, verdes e maron, chamado “ide’fá”. O ide’fá possui poder para proteger seu portador contra a maldade e a morte inesperada. Muitos seguidores da religião usam este bracelete com o propósito de a morte não tomá-los da Terra para o Céu até que o destino decida que já é tempo para tanto.
Na Iorubalândia, bem como em Cuba, sacerdotes e devotos nunca tomam decisões importantes sem antes consultar os oráculos. Ainda não sendo o único oráculo, Ifá é um meio que guia a vida diária e o comportamento de muitos, proporcionando fé e esperança necessárias para tolerar e se resignar frente às muitas provas de resistência da vida.
Orúnmilá é personificado e representado pelo ikín — a noz do fruto do dendezeiro — sendo este um dos principais instrumentos utilizados na adivinhação de Ifá. O opón Ifá ou até, o tabuleiro oracular, também é uma ferramenta largamente empregada por Orúnmilá, jamais faz com que seus devotos entrem em transe, assim como tampouco possui qualidades.


ORISÁ DIVINDADES



As divindades ou deuses adorados na religião yoruba são chamados orisás. Todos os orishas são emanações diretas e representativas de Olodumare, que criou a Terra e a povou com eles para ajudar e supervisionar a humanidade. Os orishas servem de mediadores com o cosmos e são os maiores meios de comunicação com o Ser Supremo.

inglêsThe deities or gods worshiped in the Yoruba religion are called Oris. All the orishas are direct emanations and representing Olodumare, who created the earth and povou with them to help supervise and humanity. The orishas mediate with the cosmos and are the major means of communication with the Supreme Being.
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Cada divindade está relacionada com algum aspecto da natureza, bem como está encarregada de algum elemento da existência humana. Os orishas podem representar todas as virtudes e qualidades, são quase humanos em suas características e maneiras. São celestiais e terrenais a um só tempo. Alguns orisá são categorizados como serenos, calmos ou plácidos em seu caráter e relacionamento com a humanidade. Outros, tendem a ser muito humanos: esquentados, excêntricos, ou erráticos, às vezes gentis, racionais, cuidadosos e generosos em outras.
O número exato de orishas adorados pelos iorubas é difícil de calcular. Estima-se o número de 401, contudo, esta quantidade conduz à especulação. há séries de orisás que são reconhecidas e adoradas por todos os seguidores da religião ioruba, e há alguns orisá que são conhecidos e adorados somente em determinadas em cidades ou aldeias. No Novo Mundo, as divindades mais conhecidas mostraram-se capazes de conservar seus seguidores, ao passo que os orisá regionais que fizeram sentir sua presença numa escala menor, terminaram por se perder ou perderam os padrões de adoração empregados em seu culto.

Há duas categorias principais de orisás aqueles existentes desde tempo imemorial, que para a presente finalidade denominaremos “celestiais”, e aqueles orisás que foram pessoas efetivamente existentes ou heróis históricos divinizados, elevados ao status de orisás após suas mortes e que ora serão catalogados como orisàs

Os orishas possuem gostos e aversões. Cada um tem preferência por determinadas cores, utilizadas em seu culto e em seus atributos. Colares de contas (eleké) e demais paramentos que lhe estão relacionados, devem ser elaborados em conformidade a este código. Cada orisá também tem preferências com relação aos animais que lhe são sacrificados e alguns possuem tabus alimentares e comportamentais que os seguidores frisam em jamais violar por temor a incorrer em alguma ofensa à divindade. Cada orisá, também tem um número relacionado com seu culto, que serve para determinar a quantidade de ítens que comporão as oferendas propiciadas por seus devotos. Alguns requerem códigos particulares de vestimenta, moderação no falar, proibição do uso de linguagem vulgar em sua presença ou tabus a certos lugares, ao intercurso sexual ou à promiscuidade.